Parashá

Torah

Parashá Behaalotechá – Traduzindo: Acender – Números - 8:1 – 12:16

Resumo:

Aprendemos nos Provérbios que “ a alma do homem é a lâmpada de D’us” (Provérbio 20:27), e que a alma é uma parte de D’us, e está conectada a Ele. No entanto, para que possamos apreciar os grandes benefícios decorrentes disto, a correta posição do “interruptor” deve ser desencadeada pelo apertar do botão apropriado.

Foi a missão do Baal Shem Tov, explicar e proclamar que cada Judeu sem exceção está conectado a D’us, e que cada um tem um “interruptor” dentro de si, o qual, se for procurado será encontrado.

E esta é a mensagem transmitida no começo da nossa Parashá, na qual D’us instrui Arão a “acender (Behaalotechá), as lâmpadas. Acender as lâmpadas significa encontrar o “interruptor” ou “botão” dentro de cada judeu, desencadeando o amor ardente que repousa dormente na alma.

Embora fosse o Sumo-Sacerdote quem acendesse tradicionalmente a Menorá, esta mitsvá poderia ser válida mesmo se realizada por alguém que não fosse um sacerdote (Yomá 24b). Assim aprendemos que a tarefa de “acender” a “lâmpada” dentro dos outros não pode ficar por conta dos líderes somente. Cada pessoa, todos nós temos a responsabilidade de tentar achar o “interruptor” na alma de seu irmão judeu. A pessoa nunca sabe o que desencadeará a conexão; talvez, uma única palavra abrirá a fonte interior da alma do outro.

As sete Lâmpadas da Menorá representam os 7 dias da semana, e Arão devia acendê-las todas, pois não há um dia que não necessite luz, para reinar a vitória moral continuamente sobre as trevas.

Em Números 8:1 até 8:4 , temos todas as instruções sobre o acendimento da Menorá.

Em 8:5 até 8:22, o assunto em pauta é : A inauguração dos Levitas. O Midrash explica que a passagem que descreve a inauguração dos Levitas foi registrada aqui sob a forma de um consolo para a tribo de Levi por ela não ter sido incluída na consagração do Tabernáculo. Assim como vimos na passagem anterior que o acendimento da Menorá foi um consolo para Arão por ele não ter participado na dedicação, da mesma forma, esta passagem foi incluída imediatamente depois para consolar os levitas. ( O Midrash afirma explicitamente: “ eles ficaram atormentados”.).

Em 8:23 até 8:26, temos a “desqualificação de um levita”.

Em 9:1 até 9:5, o assunto é “O sacrifício Pascal no Deserto”.

Em 9:6 até 9:14, temos o segundo sacrifício Pascal. Teshuvá tem o poder de apagar os atos passados do indivíduo, transformando-o em uma nova pessoa. Esta é a razão mais profunda por que o segundo sacrifício Pascal , que representa o conceito de correção e compensação por um erro do passado – foi registrado fora de ordem cronológica: porque Teshuvá tem o poder de reorganizar a vida de uma pessoa, “afora a ordem cronológica” , apagando seus erros passados.

Em 9:15 até 9:23, temos os sinais Divinos para a jornada e o acampamento.

Em 10:1 até 10:10, temos as explicações sobre as “Trombetas”.

Depois em 10:11 até 10:36, iniciamos a Primeira viagem.

Em 11:1 até 11:3 temos a primeira reclamação e a reprimenda e seguimos com 11:4 até 11:35 com a segunda reclamação e a reprimenda.

Em 12:1 até 12:16, temos a critica de Miriam a Moisés. Mirian e Arão criticaram Moisés por causa uma mulher Cushita que havia casado, e por causa de seu divórcio.

De acordo com Rashi e Ibn Ezra, trata-se de Tsiporá, a filha de Jetro, cuja beleza era reconhecida por todos, do mesmo modo que contrasta com a negritude de uma etíope.

Arão e Miriam foram castigados com a pena dos caluniadores, isto é, com a lepra.

Após o pedido de Moisés ( 12:13 ) , Arão foi curado instantaneamente, mas Miriam, a principal culpada, teve a praga durante 7 dias.

Na conclusão da porção desta semana, a Torá nos conto que todo o povo esperou por Miriam, e não viajou sem ela. Assim, quando o povo judeu esta em viagem, não é suficiente que Moisés e Arão os acompanhem: Miriam também deve estar com eles. Sem Miriam, o povo fica parado ! Nós vivemos em uma época em que nosso povo não se pode mover em direção a promessa Divina de “repouso e herança” sem a participação ativa de nossas mulheres judias na tarefa de espalhar Torá e mitsvot na vida diária. Em cada aspecto da vida judaica, especialmente no que diz respeito a uma educação judaica firme, as mulheres e meninas judias devem realizar este trabalho que D’us designou a elas.

A HAFTARÁ de Behaalotechá é : Zacarias 2:14 – 4:7.