Parashá

Torah

Parashá Behar – Traduzindo: Na Montanha – Levítico- 25:1 – 26:2
Parashá lida em conjunto com a Bechukotai
Obs- última Parashá do livro de Levitíco

Resumo:

Behar quer dizer “na montanha”. O Midrash declara que D’us escolheu dar a Torá no Monte Sinai porque esta era a “menor das montanhas”, sugerindo humildade ( Midrash Tehilim 68:9).

A porção começa com o Ano Sabático “ A terra deve descansar um Shabat para D’us. Vocês podem semear seus campos por seis anos ......” ( v.2-3 ) . A ordem no texto parece estar invertida, pois os seis anos de trabalho precedem o ano de descanso Sabático, e não vice-versa. Consequentemente, o texto deveria ter mencionado os seis anos de plantio primeiro, e então decretar o descanso.

Porém, a lição aqui é: Quando alguém “chega a terra” e deseja estabelecer seu modo de vida, que envolve “o trabalho com o solo”, é necessário ter em mente que, primeiramente, como uma ideia e como um objetivo, ele deve preparar um “ shabat para D’us”; não o terrestre e material, mas o espiritual e sagrado.

No versículo 8 até 22, temos os comentários sobre o Na Jubileu, que se trata de um período de sete ciclos sabáticos ( 7 anos cada ) , perfazendo um total de 49 anos, e desta forma no ano seguinte, o 50° ano, seria o ano de Jubileu, sendo que a terra herdada por cada pessoa ( dada a seus ancestrais ) deve retornar aos mesmos, caso tenha sido vendida, e também com explicações para dívidas e escravos.

Em outras palavras: O ano sabático enfatiza que embora o Criador tenha dado a terra para o homem, para usá-la e se alimentar dela, ele deve se lembrar de que o proprietário real e permanente é D’us, como está escrito: “A terra e tudo que há nela pertencem a D’us” ( Salmos 24:1 ).

No Versículo 23:1 até 23:34, tratamos do assunto da Terra hereditária e propriedade.

23:1 “ A terra não deve ser vendida permanentemente, porque a Terra pertence a mim. Vocês são estrangeiros e residem Comigo.

Uma das razões para o ano Sabático é permitir que a terra descanse por um ano, aumentando sua fertilidade ( Guia dos Perplexos 3:39 ). Daí segue que, depois de seis anos sucessivos de agricultura intensa, a terra está em seu ponto menos fértil no ciclo de sete anos.

O Talmud ( San’hedrim 97a ) compara os seis anos agrícolas com os seis milênios deste mundo, e o ano Sabático com o sétimo milênio, quando a redenção terá chegado.

Em 25:35 até 25:38, o texto trata da proibição de cobrar juros.

Em 25:39 até 25:46, o texto trata das Leis de escravos que pertencem a Judeus.

Em 25:47 até 25:55 , trata do assunto das Leis de escravos que pertencem a Não-Judeus.

Terminamos a Parashá em 26:1-2 , onde o status do povo judeu no exílio é comparado a de um judeu vendido como escravo para senhores não-judeus ( ver Ester 7:4). Em uma situação assim tão difícil um judeu pode argumentar: “como é possível que eu cumpra todas as mitsvot vivendo em um mundo predominantemente não-judeu?” .

Não obstante, da mesma maneira que o escravo judeu deve manter todas as mitsvot até mesmo na casa de seu senhor não-judeu, igualmente, o povo judeu recebeu a força necessária de D’us para não se deixar abater pelos desafios do mundo não-judeu e observar todas as mitsvot com orgulho.

Haftará de Behar – Jeremias 32:6-27

Parashá Bechucotai - Levítico 26:3 – 27:33

Nossa Parashá começa: “ Se vocês seguirem minhas leis ( Bechucotai ). Rashi explica que isto significa que é preciso labutar no estudo da Torá.

Em outras palavras, isto não se refere a exigência básica de observar as mitsvot, que são mencionadas na segunda metade do versículo “guardar meus mandamentos e os cumprir” . O que nós aprendemos aqui é que além da observância básica a pessoa deve imergir nas mitsvot com dedicação extrema , ou seja é preciso labutar, tanto no estudo da Torá, quanto no cumprimento das demais mitsvot.

Assim o termo Bechucotai representa um nível mais elevado de observância das mitsvot, em que uma pessoa usa toda sua energia e concentração.

Em 26:3 até 26:13, o texto trata das recompensas pelo cumprimento das mitsvot.

As recompensas decorrentes da pessoa se dedicar a Torá e as mitsvot, deveria ser de tal modo que a Torá e as mitsvot não fossem meramente um aspecto importante de sua vida. Um judeu deveria sentir que a Torá e as mitsvot são a sua própria vida, e que seus objetivos fazem parte e estão unidos ao sistema de valores da Torá.

O Talmud expressa este ponto com uma analogia: “ o homem é como o peixe do mar. Da mesma maneira que os peixes do mar morrem assim que vêm a terra seca, assim também o homem morre ao se separar da Torá e das mitsvot.” ( Avodá Zará 3b ).

Quanto um homem assume um compromisso total com a Torá, a dicotomia entre sua vida física e espiritual desaparece. Pois enquanto a pessoa vê a Torá e as mitsvot somente com o “ lado espiritual “ de sua vida e as necessidades físicas como algo separado, ele não consegue se unir completamente á Torá, como o peixe que vive exclusivamente na água e depende completamente dela. Mas quando a pessoa adota a visão de que seu único sistema de valor é o da Torá, então até mesmo atos básicos como comer, dormir e se divertir são realizados como parte integrante de seu estilo de vida de Torá.

Em 26:14 até 26:46, temos as consequências do não cumprimento das mitsvot.

No Versículo 27:1 – 27-8, temos os comentários das doações ao Templo.

Em 27:9 – 27-24, temos o texto sobre a consagração de animais para o Templo.

Em 27:24 até 27-29, temos as leis adicionais de consagração.

Em 27:30-31, a redenção do segundo dízimo.

Em 27:32 até 27:34 , tratamos do assunto : O Dízimo dos animais, finalizando a Parashá.

Esta é a última Parashá do Livro de Levitíco, e portanto dizemos :

“ Chazac, chazac, venitchazêc ! Seja forte, seja forte! E que nos fortifiquemos!

A Haftará de Bechucotai – Jeremias 16:19 – 17:14