Parashá

Torah

Parashá Beshalach( que significa “expulsou” ) – Êxodo 13:17 - 17:16

Resumo:

“ Beshalach” significa “expulsou”. A Torá diz que o Faraó mandou embora o povo judeu do Egito.

Por que eles não quiseram ir por vontade própria ?

Porque havia aqueles entre os judeus que não quiseram deixar o Egito, e só porque o Faraó os despachou é que eles partiram.

Mas como pode ser que uma Parashá repleta de maravilhas e milagres tenha recebido um nome tão negativo ? Nesta parashá nós lemos como o mar se abriu, o maná desceu dos Céus e água saiu da pedra. E ainda assim, todos estes privilégios são conhecidos como parte de Beshalach, uma palavra que expressa elementos negativos dentre o povo judeu, que eles não desejaram deixar o Egito !

Porém, a ênfase dada aqui é que a transformação do Faraó, de um tirano para uma pessoa que ajudou os judeus a partir, foi uma mudança que aconteceu como resultado dos judeus. Já que muitos judeus acreditaram em Moshé e seguiram a ordem de D’us, eles não só superaram a oposição do mundo não judaico, mas suas boas ações na verdade fizeram com que seu inimigo se transformasse em um ajudante.

Assim, em última analise, Beshalach não expressa a fraqueza, mas a grande influência dos judeus no mundo externo, como através da observância de Torá e Mitsvot, um inimigo pode ser transformado em amigo.

Disto nós podemos aprender uma lição poderosa para a nossa vida diária: frequentemente, o mundo secular parece apresentar obstáculos insuperáveis para a observância da lei judaica e seus costumes. Porém, D’us primariamente só criou estes obstáculos de forma que nós aceitemos o desafio e os superemos. Deste modo, nós nos transformamos em judeus mais fortes e mais dedicados.

Uma vez que uma barreira foi superada com sucesso, nós frequentemente vemos que a mesma pessoa ou coisa que era a causa da oposição faz uma volta de 180 graus e começa de fato a nos ajudar a seguir os caminhos de Torá e Mitsvot, como o Faraó, que primeiro se opôs á observância das leis de D’us por parte do povo judeu, e depois o ajudou.

Reflexão : A abertura do Mar Vermelho e a “ Canção do Mar “

A abertura do Mar Vermelho contém uma mensagem tão central para o Judaísmo que o Código de Leis Judaico exige que este evento seja mencionado diariamente, nas orações matinais e noturnas. Além disso, o texto inteiro da “Canção do Mar” foi incluído como parte da prece matinal.

Para podermos apreciar o imenso significado deste evento, apesar de sua aparência superficial como uma ocorrência puramente histórica, considere o seguinte ponto:

O Tema predominante da Canção do Mar não é, como poderíamos esperar, um elogio a D’us por salvar os judeus. Em vez disso, a vasta maioria da Canção realça o impacto que o milagre teve em não-judeus, a morte dos egípcios e o terror que tomou conta das nações mais poderosas do mundo.

Poderíamos então perguntar : A salvação de nosso povo era seguramente mais significante que o impacto em nações não-judias. Assim, por que a “ Canção do Mar “ enfatiza o segundo aspecto ?v Porém, o ponto aqui é como se segue. O amor de D’us pelos judeus tem duas formas de expressão: a-) Preferência espiritual e b-) Bem estar material.

Claro que estas duas ideias não estão desconectadas, é por causa de “a” que “b” acontece. Mas até que “b” aconteça, a preferência de D’us, e mais importante, o poder de D’us para expressar esta preferência, não é revelada no mundo.

Por isto, a Canção no Mar é quase completamente dedicada ao impacto da Abertura do mar nas nações não-judias.

Se a canção tivesse sido em grande parte um elogio a D’us por poupar os judeus, teria expressado só o ponto “a”, de como D’us escolheu os judeus como Seu próprio povo. Porém, dando ênfase ao impacto em nações não-judias, que eram uma ameaça ao bem estar material dos judeus, um elogio maior foi expressado. Isto é, a preferência espiritual de D’us pelos judeus ( ponto “a” ) foi expressada de maneira tangível no mundo, ao intimidar os inimigos dos judeus.

Segue abaixo os principais tópicos desta Parashá para servir de referência aos principais assuntos tratados aqui:

• 13:17 até 13:22 – Os judeus seguem por uma rota indireta;
• 14:1 até 14:7 – O Faraó muda de ideia;
• 14:8 até 14:18 – A perseguição egípcia – o povo judeu roga a D’us;
• 14:19 até 14:31 – Proteção milagrosa – A abertura do mar;
• 15:1 até 15:19 – Moshé conduz a “canção do mar” ;
• 15:20 até 15:21 – Miriam conduz as mulheres em uma canção;
• 15:22 até 15:25 – A primeira reclamação : águas amargas;
• 15:25 ( parte b ) até 15:27 – A primeira repreensão : Aceitação de Mitsvot;
• 16:1 até 16:3 – A segunda reclamação e repreensão;
• 16:4 até 16:21 – Chegam a carne e o Maná;
• 16:22 até 16:30 – Porção dupla de Maná para o Shabat; • 16:31 até 16:36 – O Maná recebe seu nome – Um jarro de Maná é preservado;
• 17:1 até 17:7 – A terceira reclamação : Falta de água;
• 17:8 até 17:16 – A terceira repreensão – Ataque de Amalek;

A HAFTARÁ DE BESHALACH ESTA EM : Shoftim - 4:4-5:31