Parashá

Torah

Parashá Bô ( que significa “Venha” ) – Êxodo 10:1 - 13:16

Resumo:

“Bô” significa “venha” como no versículo: “venha ao Faraó”. Mas por que a Parashá na qual os judeus derrotam o Egito é conhecida como “venha ao Faraó”, uma declaração que expressa o poder do Faraó e do Egito?

Isto nos ensina uma lição:

Algumas pessoas pensam que para resolver os problemas de suas vidas religiosas e espirituais precisam somente praticar mais o bem, e mais bem e mais bem ....

Porém, a verdade é que, além de fazer mais o bem, uma pessoa também tem de erradicar o mal. E não somente tirar o mal em geral, mas ele deve ser esmagado em sua raiz, para que não “volte a crescer”.

Então, D’us falou a Moshé para que “venha ao Faraó” em seu palácio, onde ele reside em toda a sua Glória. Para Moshé foi ordenado que procurasse o mal do Egito até em sua raíz, e então que o esmagasse e o humilhasse ao extremo. E só nesse caso o Êxodo iria acontecer.

No nosso dia a dia, isto significa que uma pessoa deve tentar identificar o “desejo” primário que queima em seu coração, a raiz de seu mal pessoal, e lançar um ataque contra esse desejo com força total. Quando ele tiver sucesso nesta missão, ele verá então que suas outras lutas pessoais seguirão no mesmo caminho sem esforço.

Reflexão : O livre arbítrio foi tirado do Faraó ?

A Mishiná afirma : “ se uma pessoa diz: “Eu pecarei, e depois eu farei teshuvá ( arrependimento” , não lhe é concedida a oportunidade de fazer Teshuvá” (Yomá 85ª) . Isto parece, a primeira vista, sugerir que é negado a pessoa o livre arbítrio de uma teshuvá posterior.

No Tanya, vemos ainda que é possível para esta pessoa fazer teshuvá se “ela se esforça muito e supera sua má inclinação”, então, “a teshuvá dele é aceita” ( Iguéret Hateshuvá, cap 11 ). Isto explica por que a mishiná usa a expressão: “não lhe é concedida a oportunidade ...”, ela poderia fazer teshuvá de fato, através de um esforço extremo, mas as circunstancias estão contra ela. Isto acontece porque o pecado que ela cometeu debilitou sua sensibilidade para assuntos espirituais, esfriando seu entusiasmo anterior de fazer teshuvá.

O mesmo poderia ser dito sobre o Faraó. D’us não tirou o livre arbítrio dele, mas através de seus atos, malvados de perseguir os judeus, ele entorpeceu sua alma, tornando mais difícil para ele fazer teshuvá.

E isto nos ensina uma lição poderosa: Se o Faraó, que recebia energia espiritual das forças do mal, ainda era capaz de fazer teshuvá, então muito mais um judeu, cuja energia espiritual é derivada da santidade. Ele, sim, nunca esta além do alcance da teshuvá.

Segue abaixo os principais tópicos desta Parashá para servir de referência aos principais assuntos tratados aqui:

• 10:1 até 10:20 – A oitava praga - Gafanhotos;
• 10:21 até 10:28 – A nona praga - Escuridão;
• 11:1 até 11:10 – A décima praga – Morte dos primogênitos Egípcios;
• 12:1 até 12:28 – As mitsvot de Rosh Chodesh e Pêssach;
• 12:29 até 12:42 – Após a morte dos primogênitos, o povo judeu deixa o Egito;
• 12:43 até 12:50 – Leis adicionais para o sacrifício de Pêssach;
• 13:1 até 13:16 – Lembrança do Êxodo no Egito;

A HAFTARÁ DE BÔ ESTA EM : YIRMIÁHU ( JEREMIAS ) 46:13-28