Parashá

Torah

Parashá Reê ( Veja ) – Deuteronômio - 11:26 – 16:17

Resumo:

Reê significa “Veja” – Veja! Eu dou hoje a vocês benção e maldição – 11:26.

O que exatamente a Torá nos quer dizer, quando nos pede para “ver” as bênçãos e as maldições de D’us?

De um modo geral, a observância dos mandamentos da Torá, se encaixam geralmente em três categorias, a saber;

1-) Obediência Plena – neste nível, a pessoa deseja observar as mitsvot porque ela tem consciência de uma Autoridade Superior. No entanto, sua observância não é inspirada por uma compreensão ou apreciação das leis da Torá. A pessoa simplesmente “aceita as leis divinas”;

2-) Apreciação Intelectual – um nível mais elevado, quando a pessoa não somente observa os mandamentos da Torá, por serem Divinos, mas também tem uma apreciação intelectual da importância de cumprir as mitsvot, e ela entende de forma racional as vantagens e as recompensas que a observância das leis traz. Este ainda não é nível mais elevado, pois somente convicção intelectual, embora louvável, ainda deixa espaço para um nível mais elevado.

3-) Visão – neste nível, a pessoa não apenas aprecia o valor de guardar os mandamentos, como ela os vê, e entende a necessidade e os resultados positivos de guardá-los, pois tornam-se claros e evidentes.

E é este terceiro nível que nossa Parashá ordena, e que habilita a cada um de nós espiritualmente “Veja! Eu dou hoje a vocês benção e maldição”.

Toda esta Parashá, vem repetir e reafirmar e detalhar mais ainda, diversas leis, falar das festas judaicas, já ditas em outras passagens da Torá.

Conforme escrito por nós na Parashá Devarim ( disponíveis no site ), temos aqui uma repetição e uma compilação dos principais pontos da Torá, referente aos mandamentos, e o que espera de nós o Eterno D’us de Israel, que faz um pacto com o povo para a entrada na Terra Prometida, nos oferecendo a Benção se cumprirmos as leis, ou a maldição, caso não há cumprirmos.

Posto o acima, como já foi devidamente comentado em Parashiot anteriores, não vamos comentar novamente as mesmas leis, e vamos abaixo de forma isolada, citar e comentar fatos isolados desta Parashá que achamos relevantes.

• A Torá menciona somente “o lugar que D’us, seu D’us escolherá”, sem fazer nenhuma menção explícita de que este se refere a Jerusalém. Isto alude ao fato de que D’us “escolhe” todo lugar no qual um judeu faz sua “oferenda” pessoal de prece ao seu D’us. Por esta razão, quando um judeu reza, ele se vira na direção de Jerusalém, porque em termos espirituais, ele se encontra em Jerusalém;

• O preceito da Shechitá (não sacrificial) foi somente dado ao povo judeu quando eles entraram na Terra de Israel. Pois, no deserto, eles estavam afastados das questões mundanas, mas, ao entrar na Terra de Israel, o povo judeu foi encarregado da missão de interagir com o mundo material e elevá-lo espiritualmente;

• Em 12:28, temos a recomendação da pessoa para “guardar todas estas palavras”. Segundo Rashi, isto significa que uma mitsvá menor dever ser tão preciosa a você quanto a uma maior;

• Por que a Torá afirma ( 13:1 ) primeiramente “não acrescentem nada a ela”, e somente depois “ não diminuam nada dela” ? – Certamente diminuir algo da Torá é um delito mais grave, e deveria ter sido mencionado antes. O Yêtser hará (má inclinação) sabe que se ele disser á uma pessoa justa para diminuir da Torá, a pessoa simplesmente não o escutará. Assim, o Yêtser hará ilusoriamente encoraja a pessoa a “acrescentar” a Torá, na esperança de que isto começará a corromper a pessoa, eventualmente levando-a a “diminuir” sua observância. Assim, a Torá nos alerta primeiramente a não acrescentar a Torá.

• Se alguém pensa que não deve ter medo de ser exposto a um teste ou aflição, é suficiente mencionar que nossos sábios, que conheciam bem a natureza humana, fortemente advertiam contra tal autoconfiança. De fato, cada judeu, mesmo um Tsadic (pessoa justa), que passou por inúmeros anos estudando ou praticando Torá e mitsvot, também começa o dia, como qualquer outro judeu, e que em sua reza matinal cita “não me deixe cair nas mãos da tentação”. Além disso, nossos sábios afirmam que quando o Rei Davi, o ungido de D’us, disse em um momento de exaltação “ Teste-me ó D’us, e me ponha a prova”, isto lhe trouxe problemas.

Segue abaixo os principais temas para consulta sobre esta Parashá;

• Deuteronômio 11:26 até 11:32 – Benção e Maldição;
• Deuteronômio 12:1 até 12:3 – Mitsvot para serem observadas ao entrar na Terra;
• Deuteronômio 12:4 até 12:19 – A singularidade de Shiló e Jerusalém;
• Deuteronômio 12:20 até 12:31 – consumo de carne não sacrificial;
• Deuteronômio 13:1 até 13:1 – Preservando os preceitos da Torá;
• Deuteronômio 13:2 até 13:6 – O falso profeta;
• Deuteronômio 13:7 até 13:12 – Incitamento a idolatria;
• Deuteronômio 13:13 até 13:19 – Uma cidade de idólatras;
• Deuteronômio 14:1 até 14:2 – A santidade do povo judeu; • Deuteronômio 14:3 até 14:21 – Leis de alimentos proibidos; • Deuteronômio 14:22 até 14:27- O segundo dízimo;
• Deuteronômio 14:28 até 14:29 – Cessão dos dízimos não distribuídos e dízimo para o pobre;
• Deuteronômio 15:1 até 15:6 – Anulação de empréstimos;
• Deuteronômio 15:7 até 15:11 – Caridade e empréstimos ao pobre; • Deuteronômio 15:12 até 15:18 – Presentes aos escravos judeus por ocasião
de sua libertação;
• Deuteronômio 15:19 até 15:23 – A santidade dos animais primogênitos;
• Deuteronômio 16:1 até 16:8 – Pessach;
• Deuteronômio 16:9 até 16:12 – A contagem do Ômer e Shavuot;
• Deuteronômio 16:13 até 16:15 – Sucot;
• Deuteronômio 16:16 até 16:17 – Peregrinação a Israel;

A HAFTARÁ de Reê é : Isaias – 54:11 -55:5.