Parashá

Torah

Parashá Shemini ( Oitavo ) - Levítico 9:1 – 11:47

Resumo:

Aprimeira vista, o começo desta Parashá, é uma continuidade da Parashá Tsav, que descrevia os 7 primeiros dias da consagração do Tabernáculo, e na Parashá Shemini, iniciamos com o 8° dia da consagração, quando a Shechiná (presença de D’us) finalmente desceu no Tabernáculo.

Como a semana tem 7 dias, o numero 7 alude ao ciclo do mundo natural, e o 8, alude a iniciarmos um novo ciclo, começar um novo caminho.

Em 9:1 - 24, inicia-se o 8° dia da inauguração do Tabernáculo, com Moisés convocando Arão, seus filhos e os anciãos de Israel, e disse a Arão para trazer um bezerro como expiação, por causa do pecado do bezerro de ouro. Tudo que Moisés solicitou foi feito, e no versículo 5, veio também a comunidade inteira e se prostaram, pois Moisés havia dito que após tudo feito, veriam a glória de D’us.

No versículo 22, Arão ergueu suas mãos e abençoou o povo. Rashi, Rambam e outros sábios, afirmam que a benção proferida por Arão neste momento foi “a Benção Sacerdotal”( Que o Eterno te abençoe e te proteja. Que o Eterno faça iluminar o Seu rosto sobre ti e te instrua. Que o Eterno seja misericordioso contigo e te conceda a paz. ) , apesar da Benção Sacerdotal ser registrada somente em Números 6:23-26, ela já tinha ensinada a Moisés, que então ensinou a Arão. Diferentemente das outras vezes, onde Moisés e Arão dão a benção juntos, Arão agora faz, sozinho, uma benção que é exclusiva dos sacerdotes ao povo de Israel.

Logo após a benção, a glória de D’us foi então revelada para todo o povo ( v. 23 ) , e no versículo 24, veio o fogo de D’us e consumiu a oferta queimada e as gorduras sobre o Altar. Todo o povo viu e cantaram louvores e prostaram-se sobre suas faces.

Em 10:1 – 5, temos o relato da Morte de Nadav e Avihu, filhos de Arão.

Temos 2 explicações para a morte deles, sendo que a primeira, esta no relato do próprio texto bíblico em 10:1, que eles haviam oferecido um fogo “estranho” diante de D’us, fogo este que não havia sido ordenado por D’us. Na sequencia, veio um fogo diante de D’us, e os consumiu, e eles morreram diante de D’us.

A outra explicação, vem de Rabi Yishmael e outros sábios, que eles haviam entrado no Santuário embriagados por vinho. A prova disso é que depois de suas mortes, a Torá, adverte os sacerdotes remanescentes a não entrar no Santuário depois de beber vinho (conforme Levítico 10:8-11 ).

Moisés tenta consolar o irmão, mas Arão permaneceu em silêncio.

Em 10:6 – 7, temos as leis de luto durante o serviço sacerdotal.

Em 10:8-11, temos a proibição de se embriagar durante o serviço no templo.

Em 10:12-20, completa-se o Serviço após a morte de Nadav e Avihu.

Em 11:1-7, temos a importante lei dos animais proibidos, ou seja as Leis Diéticas ( Kashrut ), foram dadas neste momento ao povo de Israel, pois segundo os sábios, tinham acabado de vivenciar e receber a ordem de não realizarem seu serviço enquanto estiverem embriagados. A Torá explica que assim o povo de Israel poderia distinguir entre o sagrado e o profano, e entre o puro e o impuro. Desta forma era necessário que D’us informasse Moisés e Arão quais criaturas eram puras e impuras.

A proibição de alguns animais e alimentos pela Torá tem um duplo caráter: higiene e pureza moral dos indivíduos.

Assim, é óbvio o quanto a Kashrut é importante para um judeu, já que a comida e a bebida que ele consome tornam-se seu sangue e sua carne, e sua energia vital. Por isso a comida que não é permitida, só pode aliená-lo de assuntos espirituais importantes, e a comida certa e casher, poderá nutri-lo fisicamente, mentalmente e espiritualmente.

Temos na sequencia as seguintes leis :

• Leis das aves proibidas – 11:13-19;
• Leis dos insetos permitidos e proibidos – 11:20-23;
• Leis de impureza ritual de animais não-casher- 11:24-31;
• Leis de impureza ritual de objetos e alimentos – 11:32-38;
• Leis de impureza ritual de animais casher – 11:39-40;
• Leis de répteis e insetos da terra proibidos – 11:41-46

Haftará de Shemini – 2° Samuel 6:1-7:17