Parashá

Torah

Parashá Shemot ( que significa “nomes” ) – Êxodo 1:1 - 6:1

Resumo:

Onome desta Parashá, Shemot, significa “nomes”, como vemos no versículo: “Estes são os nomes dos filhos de Israel que vieram ao Egito” (1:1).

O nome de uma pessoa é uma questão extremamente pessoal. Sempre que uma pessoa ouve o seu nome sendo chamada, a palavra ecoa em seu coração e eleva o seu espirito. As pessoas tem um sentimento tão forte por seus nomes que são capazes de pagar fortunas para tê-los escritos em edifícios e outros, uma vez que anseiam suas identidades perpetuadas em pedra. Na realidade, um nome é uma entidade tão enraizada que, se uma pessoa desfalece (D’us nos livre), sussurrando o nome dela em seu ouvido podemos trazê-la de volta a consciência.

Este é o significado profundo de um nome. Superficialmente, porém, um nome não expressa as qualidades únicas e essenciais de uma pessoa. Na realidade, várias pessoas diferentes possuem exatamente o mesmo nível.

Um nome assim expressa um certo paradoxo. Aparentemente, um nome não lhe conta nada sobre uma pessoa. E ainda, se estudarmos mais profundamente, é uma palavra que representa a total singularidade de um ser humano.

É precisamente por esta razão, a qualidade paradoxal de uma nome, que esta Parashá é chamada “Nomes”.

O paradoxo em nossa Parashá é que nós lemos aqui sobre um momento de escuridão para os judeus. Eles descem ao exilio, são escravizados. E quando um vislumbre de esperança aparece no horizonte, quando Moisés vem ao resgate de seu povo, o resultado imediato é que as coisas pioram.

Por outro lado, como é relatado no Midrash, o tema fundamental de nossa Parashá é a redenção ! (Shemot Rabá 1:5).

Essa é a razão pela qual a parashá é chamada “nomes”, já que um nome também é um paradoxo, precisamente o mesmo tipo de paradoxo que nós testemunhamos nesta parashá.

Pois do mesmo modo que um nome é, superficialmente, um ocultamento da verdadeira identidade de uma pessoa, já que tantas pessoas diferentes compartilham o mesmo nome, e contudo, num olhar mais profundo, o ser humano sente que seu nome representa a sua total singularidade, assim, também, a parashá Shemot é, aparentemente, um encobrimento do espirito judeu, porém, de forma mais profunda, o seu espirito permanece intacto e vivo.

Segue abaixo os principais tópicos desta Parashá para servir de referência aos principais assuntos tratados aqui:

• 1:1 até 1:14 – O começo do exilio egípcio;
• 1:15 até 1:22 – As parteiras israelitas desafiam o Faraó;
• 2:1 até 2:10 – O nascimento de Moisés;
• 3:1 até 3:10 – A sarça ardente;
• 3:11 até 3:22 – Moisés recusa a missão de D’us;
• 4:1 até 4:17 – Moisés questiona D’us;
• 4:18 até 4:28 – Moisés parte para a sua missão no Egito;
• 4:29 até 5:21 – Moisés e Arão anunciam a chegada da redenção;
• 5:22 até 6:1 – Moisés reclama a D’us;

Histórias do Midrash :

O Midrash conta que D’us testa os indivíduos íntegros para ver se eles são aptos para conduzir seu povo, observando primeiro como eles cuidam de suas ovelhas.

Quando Moisés estava cuidando do rebanho de Ytró no deserto, uma das ovelhas escapou e Moisés a perseguiu. A ovelha terminou encontrando água e começou a beber. Quando Moisés achou a ovelha ele disse: eu não percebi que você estava fugindo porque estava sedenta. Você deve estar cansada! Assim, Moisés pôs a ovelha nos ombros e caminhou de volta ao rebanho. D’us disse a Si mesmo: “Você tem tal compaixão pela ovelha de um mero ser humano ! Você irá pastorear as Minhas ovelhas, o povo judeu” (Shemot Rabá 2:2).

Baseado neste Midrash, parece que Ytró designou Moisés para ser seu pastor, intencionalmente ou não, de modo a revelar o potencial de Moisés como líder.

A HAFTARÁ DE SHEMOT ESTA EM : YESHAIÁHU 27:6-13 , 28:1-13 , 29:22-23