Parashá

Torah

Parashá Shofetim – Traduzindo: “Juízes ( nomear Juízes ) ” – Deuteronômio - 16:18 – 21:9

Resumo:

No começo de nossa parashá, há o mandamento de “designar juízes (shoftim) e guardas (shotrim) para você.

O mandamento enfatiza a necessidade de ambos os papéis: “sem guarda não existe juiz. Pois se uma corte julga uma pessoa culpada, quando esta as da sala de julgamento, o juiz não tem mais poder, a menos que um guarda assuma o controle” ( Tanchuma, shoftim, 2).

Por que, então, a Parashá se chama simplesmente de “juízes” , sem nenhuma referencia aos guardas, se “sem guarda não existe juiz”?

Em sua profecia sobre a era Messiânica, Isaías menciona os juízes, mas não os guardas: “Eu restaurarei os juízes como eles eram anteriormente, e seus conselheiros como eles eram no começo” Isaias 1:26.

Isso porque na era Messiânica nós testemunharemos o desaparecimento do mal e do egoísmo (ver Zacarias 13:2), sendo assim, não haverá necessidade de guardas, que forçam as pessoas a serem corretas. Entretanto, ainda será preciso os juízes, que aprovam as leis, estudam Torá e fornecem assistência prática ao povo judeu em assuntos de Torá e seus mandamentos.

Portanto, na verdade, os guardas são assistentes secundários dos juízes. Somente em uma situação quando o juiz é incapaz de aplicar justiça, pode se recorrer a um guarda, que trabalho com “o bastão e o chicote”, forçando a parte culpada a aceitar a decisão do juiz.

Assim, nossa Parashá é chamada simplesmente de “Juízes”, visto que a nomeação de guardas não é um mandamento separado, mas uma subcategoria dentro do mandamento de designar juízes. Guardas não são uma necessidade legal e intrínseca, e em uma época na qual as pessoas serão respeitosas, como na Era Messiânica, eles serão supérfluos.

Entretanto, como todos os aspectos da Torá são eternos, haverá uma função para os guardas mesmo depois da redenção. A diferença é que será uma função positiva – anunciar e divulgar as decisões dos juízes e ajudar o povo a cumprir as diretivas dos tribunais.

Tecemos agora alguns comentários isolados da Parashá.

Torá e Profecia : A Torá é superior à profecia, na medida que: A Torá nos ensina o propósito final da existência. Profecia é um meio para um fim, para encorajar o povo a observar a Torá.

Nem Agoureiro e nem Prognosticador : O denominador comum destas práticas era a tentativa do ser humano de, devido a seus temores e inseguranças, tentar desvendar seu futuro. A Torá considera estas praticas abominações gravíssimas, pois aquele que realmente crê em D’us, não pode sujeitar seus passos ou decisões aos conselhos de adivinhos e similares.

Falso Testemunho : A Torá considera o falso testemunho como um crime hediondo, porque D’us se refere ao povo judeu como “minhas testemunhas” ( Isaias 43:10 ), indicando que a própria existência do povo judeu “testifica” a existência de D’us. Ao emitir falso testemunho a pessoa, portanto, infringe o propósito de sua existência.

A arvore do campo é um homem ( 20:19 ) – Qual a conexão entre o homem e uma arvore ? ;

A qualidade singular de uma arvore que nenhum homem possui, é que ela esta firme e enraizada em sua fonte de vida e energia, o solo. E devido a este firme enraizamento, a arvore cresce cada vez mais alta e mais forte do que qualquer membro do reino animal.

Assim, a “arvore” dentro do homem é aquela parte de sua constituição, que é:

a-) a parte mais enraizada na alma: e consequentemente :

b-) é a mais poderosa. E isto é: Seu caráter e emoções.

Segue abaixo os principais tópicos desta Parashá para servir de referência aos principais assuntos tratados aqui:

• 16:18 até 16:20 – A designação de juízes e guardas;
• 16:21 até 17:1 – Estruturas proibidas e oferendas;
• 17:2 até 17:7 – Punição por idolatria;
• 17:8 até 17:13 – A autoridade da Corte Suprema;
• 17:14 até 17:20 – A nomeação de um Rei;
• 18:1 até 18:8 – Os direitos dos sacerdotes e dos levitas;
• 18:9 até 18:13 – A proibição de prever o futuro;
• 18:14 até 18:22 – Profecias verdadeiras e falsas;
• 19:1 até 19:13 – Cidades de refúgio;
• 19:14 até 19:21 – Fraude territorial e leis relativas as testemunhas;
• 20:1 até 20:9 – Preparação para uma guerra;
• 20:10 até 20:20 – Fazendo uma proposta de paz;
• 21:1 até 21:9 – Assassinato não solucionado;

A HAFTARÁ DE SHOFETIM ESTA EM : ISAIAS 51:12 – 52:12