Parashá

Torah

Parashá Vaiak’hel – Traduzindo: Reuniu - Êxodo 35:01-38:20

Resumo:

Vaiak’hel quer dizer “ reuniu ” como em Moisés reuniu. Em hebraico, há muitas palavras que significam “ reunir ”, mas Vaiak’hel em particular enfatiza como todos os membros juntos fundem suas identidades para formar um todo, uma “ assembleia ”.

Pekudei significa “contas”, uma ideia que enfatiza o valor do individuo, como cada pessoa “conta” como uma identidade separada.

Assim quando estas duas Parashiot vêm juntas, a Torá esta nos ensinando, e nos dando o potencial espiritual – a criar uma harmonia entre estas duas qualidades opostas, sendo que Vaik’hel representa qualidade em nosso serviço Divino, uma vez que, ao se fundir com um numero maior de pessoas, ele tem uma experiência qualitativamente superior. Agora ele é membro de uma causa maior, que sozinho ele não conseguiria alcançar. Pekudei, por outro lado, representa a vantagem da quantidade.

O que é mais importante : uma mentalidade de equipe em que todos pertencem a um todo, a uma comunidade gigantesca que é maior que suas partes constituintes ? Ou é mais importante enfatizar o valor do indivíduo, como cada pessoa foi criada por D’us, totalmente única, com seus próprios talentos e habilidades que precisam ser alimentados isoladamente ?

Este atrito, entre o todo e suas partes, é representado pelos nomes Vaiak’hel e Pekudei, duas Parahiot que são lidas frequentemente juntas.

Em 35:1 – Moisés reúne o povo judeu.

O Midrash atribui a Moisés a instituição do costume dos israelitas de se juntarem após a reza no templo ou em casa de um correligionário, principalmente no dia de sábado, para discursar sobre o trecho da Torá lido na casa de oração, sobre alguma passagem do Talmud, do Midrash, ou pelo menos ler Salmos ( Tehilim ). Moisés adotou este costume de fazer reunir o povo, a fim de ensinar-lhes as regras de sua conduta e inspirar-lhe o amor pela Torá. Estas reuniões servirão de modelo para futuras gerações. Assim, a luz não se apagará em Isael, e Meu nome será glorificado de geração em geração ( Midrash Ialcut 408 ).

Segundo Rashi, Moisés havia descido da montanha no dia de Yom Kipur, e reuniu o povo logo no dia seguinte, citado em 35:1.

E o primeiro assunto a ser tratado nesta “grande assembleia” foi sobre o Shabat ( Sábado ) , conforme 35:2.

Na sequencia temos a ordenança de D’us para as contribuições para o Tabernáculo – 35:4 até 35:29.

Em 35:30 temos a escolha de Betzalel e Aholiav , para o trabalho do Tabernáculo.

Betzalel vinha de linhagem nobre, chegando a Chur que era filho de Miriam.

Aholiav era da tribo de Dan, uma das tribos mais simples dos filhos de Jacó com suas concubinas. Mesmo assim, D’us o pôs no mesmo nível que Betzalel para trabalhar no Tabernáculo, embora Betzalel fosse de uma das mais proeminentes tribos ( Judá ) , para cumpri o dito: “ e um príncipe não foi reconhecido antes de um homem pobre ” ( Iov 34:19 ).

Em 36:14 , temos o fim das contribuições e a construção começa, até 36:19.

Em 36:20 , as paredes do Tabernáculo são construídas até 36:37.

Em 37:1 , os utensílios do Tabernáculo são feitos, até 37:29.

Em 38:1 , o pátio e seus utensílios são feitos, até o fim da Parashá em 38:20

Destaca-se aqui “ e fez o candelabro “ . O Candelabro era feito de ouro e de uma só peça ( Menorá ) , e sua base era uma espécie de caixa de três pés. A fabricação da Menorá era tão difícil que o próprio Moisés não compreendia como fazê-la, até que D’us lhe mostrou o modelo exato, feito de fogo. São variadas as explicações dos comentaristas a respeito do simbolismo do candelabro. A Cabalá diz que a Menorá simboliza a àrvore da vida, e os sete braços, os sete planetas, ou as sete primeiras palavras que compõem a primeira frase da criação do Universo do livro de Gênesis.